"Já encontrei as minhas 8 canções portuguesas de sempre.
Sei, finalmente que são estas.
Posso agora dizer que são as minhas músicas, como se tivessem sido escritas a pensar em mim. Nas minhas Inquietações, calcorreando as ruas da minha Lisboa Menina e Moça, apasíonada pela vida e pelos outros.
Onde tantas vezes desenho os meus passos de regresso à minha Casa Portuguesa, na Flor da minha juventude que caminha para alguma direcção que ainda não (re)conheço completamente. Nas vezes em que encontro no meu caminho, sem prever, alguém que me é querido e isso me faz ter a certeza que é aqui que eu moro.
Olá. Cá Estamos Nós Outra Vez.
É Tão Bom!
Viva!
A partir deste momento, apodero-me delas.
Elas são minhas.
Mesmo não sendo.
Cantam quando quero, e entoam na rádio quando menos espero.
E sendo elas, finalmente, minhas, recorto-as e junto-as ao sabor das minhas emoções.
Olá Sempre apanhaste o tal comboio?
Eu já perdi dois ou trêsCá estamos nós outra vez.
Vale a pena ver castelos no mar alto
Vale a pena dar o salto
Eu não ponho o barco ao mar
para ficar pelo caminho
Me dê a sua bochecha
para eu lhe pôr um beijinho
Quero reconhecer-tee beber um café
dizer-te de onde venho
e perguntar-te porquê
yo te quiero en mi camiño
dois braços à minha espera
e por vos cambiaba mi destino
Quero reencontrar-te
e subir os degraus
quero dar-te um beijo
a cinquenta e tal graus.
No Bairro mais Alto dos sonhos
con mis lágrimas te quiero
me dê o seu sorriso
Pasión, sos mi amor sincero
Entregate a mis brazos
talvez agora dê
o passado foi à história
Cá estamos nós outra vez.
Amália Rodrigues, Uma Casa Portuguesa A casa com que cresci na minha memória. A memória do que é ser português.
Rodrigo Leão, PasiónTango Lusitano que abre um coração arrebatado pela paixão sofrida. Poderosa melodia que faz a Carina chegar até junto de mim, e confessar-me que mesmo não estando apaixonada, quando a ouve, fica. Só não me diz por quem.
Maria João e Mário Laginha, FlorA minha verdadeira e ideal história de amor.
JP Simões, InquietaçãoInquietudes do meu coração. Pela humanidade, pelas zangas, pelos amores e desamores meus.
Lisboa, Menina e Moça O fado que carrega na sua poesia os recantos memoráveis desta cidade, que é minha, e de todos nós.
Sam the Kid, Viva! Para que eu não perca nunca, esta admiração inata, que sempre tive pelas pessoas que expressam coisas, que eu à partida não aprecio, mas que pontualmente conseguem chegar até mim e tirar-me o fôlego com tamanha sonoridade.
Sérgio Godinho, É Tão BomA canção da minha infância. Bem sei que não será a escolha mais justa de entre o portfolio imenso de Sérgio Godinho. Não há uma canção dele de que eu não goste. E esta, talvez não seja a melhor. Mas a infância vale ouro, e a minha escolha aponta para a lição que aprendi com esta canção, e que foi talvez a melhor de todas que trago até aos meus vinte e oito anos. A amizade.
Jorge Palma, Olá, cá estamos nós outra vez. Entrou para esta lista muito recentemente. Quantas não são as músicas de que gostamos tanto, porque algum amigo especial gostou dela primeiro que nós?
03 março 2009
A pedido de uma amiga fiz esta ILUSTRAÇÃO para a LISBON STORIES textos que ela costuma enviar aos amigos...
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